Profeta Oséias – Guerras Constantes

Em 745 a.C. sobe ao trono da Assíria Teglar Falasar III, excelente militar, com ambição de formar um grande império. Ele traz no seu sangue o espírito imperalista de seus predecessores. Apoiado pela nova nobreza de mercadores, leva o império assírio ao apogeu, através de várias reformas. Internamente, reorganiza o poder central, obtendo mais força e agilidade. Quanto à política externa, Falasar usa a tática militar chamada de “Guerra de Conquista”, com tres etapas de vassalagem.

Vejamos, passo a passo, o que isso significa:

1ª Etapa: imposição, pela força militar,de tributo anual e recrutamento de homens para o exército em caso de necesidade.
2ª Etapa: deposição e substituição do rei local.; ocupação das cidades estratégicas e das terras produtivas; deportação de lideranças rebeldes aumento do controle militar e da tributação. A capital ainda permanecia nessa etapa.
3ª Etapa: perda da independência; tomada da capital; o estado vassalo se transformava em uma província assíria. Um administrador assírio arrecadava os impostos; as lideranças e uma parte do povo eram deportadas e um grupo de estrangeiros ocupava os cargos estratégicos . iIso visava desmobilisar os camponeses e impedir qualquer revolta contra a Assíria.
Com essas medidas de Teglat Flasar III, não havia mais estados  plenamente independentes  no Oriente Médio . Temos aí o grende império assírio , constituido  de províncias, controladas por bases militares, na sua maior parte governadas por administradores assírios encaregados de arrecadar impostos. Uma das vítimas desse sistema de conquista de Taglart Falasar III foi o reino de Israel.
por volta do ano 743 a.C., Zacarias filho de Jeroboão II, é assassinado por Selum, depois de seis meses de governo. Selum governa por um mes  e é assassinado por Manaém. Manaem governou Israel durante os anos 743-738 a.C. Nesse período, Israel começa a sentir mais de perto o peso da mão assíria. Em 738 a.C. a assíria impôs a Israel mil talentos de prata como tributo. Para conseguir esse dinheiro e permanecer no poder, Manaén exigiu uma contribuição de todos os ricos do país. Podemos assinalar esse momento como a primeira etapa de vassalagem  imposta pela Assíria.
Os pesados impostos exigidos pelo império assírio, as crises internas, a ambição de conquista, as disputas dentro do próprio exército vão provocar novos conflitos. Na época, reinava em Israel Facéias, filho de Manaém. Após dois anos de governo, Facéias é assassinado e o comando de Israel  de 737 a 732 a.C.. O rei faceias de israel faz uma aliança com o rei de Damasco, capital da Síria e para de pagar o imposto.
Os dois reis tentam incluir Acaz, rei de Judá, nessa trama. Acaz não aceita a proposta. Israel e Damasco invadem  Judá. Acaz pede socorro ao rei da Assíria , que não perde a oprtunidade. Parte para apoiar Judá, arrasa
Damasco toma posse das cidades estratégicas de Israel: Airon, Abel-Bet-Maaca, Janoe, Cedes, Hasor, Galaad, Galileia, e toda a região de Neftali, além de levar seus habitantes deportados para a Assíria.
No livro de Oséias encontramos a memória desse desastroso acontecimento, descrita da seguinte forma: ler Os 5,8-13.
Durante a guerra Sírio-efraimita, Israel não foi totalmente destruido, porque um tal de Oséias, que representava o grupo pró-Assíria, assassinou Facéias e tomou o poder. Ele se rendeu imediatmente à assíria e pagou tributo. Essa é a Segunda etapa da política de conquista usada pelo império assírio.
O rei Oséias (734-732 a.C.), contemporâneo do profeta Oséias, será o ultimo rei de Israel . O rei Oséias deixa de pagar tributo a Salmanasar V, rei da Assíria, que sitia a Samaria e a derrota em 724 a.C.
Em 722 a.C., o reino de Israel desaparece para sempre.
É  a terceira etapa da política da conquista empregada pelo império assírio.
A instabilidade políica em que estamos vendo é um reflexo das divisões internas de Israel, diante das ameaças político-econômicas do império assírio. Os 7,3-7.
Os reis subiam ao poder via golpes de Estado e se mantinham através de frágeis alianças e pesados tributos pagos ao império assírio, que apoiava quem mais lhe conviesse. O povo, no dia a dia, era obrigado a conviver com sangue derramado. Oséias 4,2. As guerras constatntes  apontadas por Oséias não eram a única causa do “sangue derramado”. Outra grande causa era a violência institucionalizada pela estrutura social, o exercito e a religião.

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